Pinos e Buchas da Esteira Trator e Escavadeiras
Os Primeiros componentes do material rodante que precisam de manutenção são os pinos e buchas de esteira. Isso Normalmente ocorre devido a esse conjunto sofrer um desgaste muito mais rápido que as demais peças pela força mecânica de Tração exercida pelo motor na roda motriz que fica em contato direto com as Buchas.
Os pinos e buchas desgastados causam alongamento das esteiras, (Prolongamento do passo) o que diminui o desempenho do conjunto e tem impactos negativos na vida útil do material rodante e deformidades nas buchas devido ao atrito Direto com a Roda motriz.
Existem diversas variáveis que influenciam diretamente no tempo de vida util dos pinos e buchas, essas variáveis incluem a aplicação adequada, tipo de solo em que o equipamento está sendo operado, como o operador conduz a máquina, práticas de manutenção preventiva, bem como, o fabricante do material rodante e instalação do material.
Fazer o giro de pinos e buchas de esteira impacta diretamente em uma melhor performance do equipamento e maior duração do conjunto, ajudando a estender a vida útil do material rodante.
Pinos e buchas da esteira se desgastam internamente devido há falta de lubrificação, porem normalmente, eles não se desgastam de maneira Uniforme, o desgaste ocorre principalmente em um lado do pino e na área de contato do diâmetro interno da bucha defido a friquição. O desgaste da bucha também ocorre principalmente em um lado, o lado da tração reversa, porque a bucha gira sob uma carga maior no topo da roda Motriz quando a máquina dá ré.Embora a bucha gire no mesmo ponto durante o deslocamento para a frente, a carga não é tão impactante. O desgaste altera a geometria da esteira, permitindo que o passo da esteira aumente (Distância de Pino e Pino), resultando em uma corrente Distensionada solta e sinuosa causando assim desgaste prematuro dos demais componentes do conjunto rodante. Para evitar isso, os pinos e buchas devem ser girados de modo que o lado de desgaste não seja mais o lado que faz contato com o Aro Motriz. Os pinos precisam ser virados de um lado para o outro, enquanto as buchas devem ser giradas 180 graus, como uma forma de trazer novas superfícies de contato para as áreas de trabalho, tanto interna quanto externamente.
O giro restaura o passo adequado da esteira e prolonga a vida útil do conjunto rodante, permitindo que a corrente dure até que os elos e roletes e conjunto rodante precisem de manutenção de maneira simultânea.
A frequência com que os pinos e buchas precisam ser girados depende de diversos fatores, como, o tempo , terreno da operação, tipo de operação entre outros, é importante sempre fazer sua aferição visual e acompanhar a medição para que possam ser girados no momento adequado. .
Dependendo do terreno e Tipo de Operação de trabalho será necessário um número de horas diferentes para o giro.
A Manutenção Adequada de Pinos e buchas de esteira em equipamentos aplicados em serviços comuns, não severos, podem durar até 7.000 horas.
Equipamentos operandos em terreno argiloso normalmente tem seu giro de Pinos e Buchas com 3.500 horas. Em terrenos mais abrasivos, rochosos a manutenção deve ser considerada a partir de 1.200 horas. Em terrenos extremamente abrasivos, como areia ou aterros sanitários, o giro de pinos e buchas normalmente deve ocorrer entre 400 e 500 horas.
Um sinal visual que pode ser notado no desgaste dos pinos e buchas e uma inclinação nas sapatas da esteira, caso perceba isso é um sinal que precisa ser feito o Giro de pinos e buchas do equipamento.
Pinos e Buchas são projetados para operar juntos e se encaixar com pressão nos elos, o que pode ocausionar uma certa dificuldade para removelos, pinos e buchas encolhem quando são submetidos a temperaturas frias, para facilitar a remoção, aplique algo para resfriá-los, como o nitrogênio líquido ou gelo seco. Em seguida, utilize uma ferramenta adequada como uma prensa Hidráulica ou em campo (um martelo ou marreta) para retirar os pinos e buchas.
Depois de remover o pino e a bucha, gire o pino (ponta a ponta) e gire a bucha 180 graus para que novas superfícies fiquem expostas às áreas de trabalho, tanto interna quanto externamente. Em seguida, prense-os novamente no elo.
No caso de buchas engraxadas, remonte-as com graxa nova. Se os pinos estiverem secos, reabasteça o pino com óleo puxando um vácuo no reservatório de óleo do pino (por meio de um tampão auto vedante na extremidade do pino) para aspirar o óleo novo.
O processo de vácuo determina se as vedações estão devidamente assentadas e se o novo óleo entrará dentro do pino e da bucha de forma adequada. Isso garante que os pinos permaneçam bem lubrificados com óleo, proporcionando maior vida útil aos conjuntos de elos da esteira.
Se as suas esteiras já estão chegando ao fim da vida útil, pode valer a pena economizar o trabalho e apenas substituí-las. Afinal, o custo de uma esteira de reposição, que é menor do que o de uma esteira original, pode ser uma ótima solução para economizar com a mão de obra e com o tempo que o equipamento fica parado para girar os pinos e buchas.
Limpeza e Lavagem do material Rodante

Antes de começar a lavagem, remova a sujeira solta do material rodante com uma escova ou raspador. Isso ajuda a evitar que a sujeira fique presa nas peças e dificulte a lavagem adequada.
Ao escolher um detergente para lavar o material rodante,de preferencia por um detergente neutro especifico para limpeza de veiculos automotores, certifique-se de escolher um de qualidade. Use um produto que seja seguro para a sua máquina e que possua as propriedades de limpeza necessárias para remover a sujeira e graxa acumulada.
É importante usar a pressão de água adequada para evitar danificar as peças do material rodante. A pressão deve ser forte o suficiente para remover a sujeira, mas não tão forte que danifique as peças.
A lavagem regular do material rodante é importante para manter sua máquina funcionando sem problemas. A frequência da lavagem depende do tipo de trabalho que a máquina realiza e da quantidade de sujeira acumulada no material rodante.
Realize uma inspeção de rotina no material rodante após a lavagem. Isso ajuda a identificar qualquer dano que possa ter ocorrido durante o uso ou durante o processo de lavagem.
A limpeza e lavagem adequadas do material rodante são fundamentais para manter o seu equipamento pesado em boas condições de funcionamento. Certifique-se de seguir essas dicas para garantir que o material rodante do seu equipamento esteja sempre limpo e funcionando como novo.
Lembre-se de que a manutenção preventiva é a chave para prolongar a vida útil do seu equipamento pesado.
Rodízio dos Roletes
O rodízio dos roletes é um procedimento importante na manutenção de escavadeiras e tratores de esteira. Essa prática garante maior durabilidade do conjunto de Roletes, evita desgastes excessivos e contribui para o bom desempenho em operações de terraplanagem, construção civil, mineração, demolição entre outras atividades.
Os roletes inferiores desempenham um papel crucial no sistema de esteiras das escavadeiras e tratores. Eles são responsáveis por suportar o peso do equipamento distribuindo de maneira uniforme e fornecendo estabilidade ao equipamento, mantendo assim o bom funcionamento do material rodante.
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Devido ao tempo de utilização, esses roletes sofrem desgaste, o que pode comprometer sua eficiência e impactar diretamente em uma má performance do equipamento. É nesse contexto que entra a importância do rodízio dos roletes inferiores.
O rodízio dos roletes inferiores consiste basicamente na troca das posições desses componentes ao longo do Truck, redistribuindo o desgaste de maneira mais uniforme. Essa prática permite prolongar a vida útil dos roletes, reduzir o desgaste prematuro e evitar a necessidade de substituições frequentes, o que resulta em economia de custos de manutenção.
O rodízio dos roletes requer atenção aos detalhes para execução de um procedimento adequado para que a troca de posicionamento seja efetuada de forma eficiente.
Verifique o manual do fabricante: Antes de iniciar o rodízio dos roletes, consulte o manual de seu equipamento. Essas informações são importantes, pois cada modelo pode ter especificações e recomendações específicas.
Inspeção visual: Realize uma inspeção visual minuciosa dos roletes inferiores para identificar possíveis danos, desgastes excessivos ou problemas estruturais. Caso algum rolete apresente sinais de desgaste acentuado ou esteja danificado, é recomendável substituí-lo antes de prosseguir com o rodízio.
Marcação dos roletes: Marque os ORletes para identificar a posição inicial de cada um. Isso ajudará a garantir que o rodízio seja realizado de forma correta, evitando confusões e erros.
Remoção dos roletes: Com o auxílio de ferramentas apropriadas, proceda à remoção dos roletes, um de cada vez. Certifique-se de seguir as orientações de segurança e utilize equipamentos de proteção individual, como luvas e óculos de proteção.
Limpeza e inspeção: Após a remoção dos roletes, faça a limpeza das áreas de contato e verifique se não há acúmulo de sujeira, Vazamentos ou danos nas partes envolvidas.
Instalação dos roletes: Posicione os roletes nos locais adequados, seguindo a marcação prévia realizada. Certifique-se de fixá-los corretamente, garantindo que estejam firmes e alinhados.
Teste e ajustes: Após a instalação dos roletes inferiores, realize um teste para verificar se estão funcionando adequadamente. Caso necessário, faça ajustes para garantir um encaixe perfeito e evitar folgas ou movimentos irregulares.
Registro e acompanhamento: Anote a data do rodízio dos roletes inferiores em um registro de manutenção, juntamente com outras informações relevantes. Isso ajudará a acompanhar a vida útil dos componentes e programar futuras trocas.
Ao realizar o rodízio dos roletes inferiores de forma regular e correta, você garantirá benefícios significativos para a performance do seu equipamento.
Maior estabilidade: O rodízio dos roletes evita o desgaste desigual e prematuro, proporcionando maior estabilidade ao equipamento durante as operações. Isso resulta em uma condução mais suave, reduzindo vibrações e impactos desnecessários.
Menor desgaste das esteiras: O desgaste desigual dos roletes inferiores pode causar um desgaste prematuro das esteiras, levando a substituições mais frequentes. Com o rodízio adequado, é possível minimizar esse desgaste e prolongar a vida útil dos links da esteiras.
Melhor tração e eficiência: Roletes inferiores desgastados podem comprometer a tração do equipamento, afetando sua capacidade de operação em terrenos difíceis forçando assim o motor de tração. Com o rodízio, a distribuição uniforme do desgaste contribui para uma melhor tração, aumentando a eficiência do equipamento.
Redução de custos: Ao prolongar a vida útil dos roletes inferiores e das esteiras, você reduz os custos de manutenção e substituição desses componentes. Além disso, um equipamento com bom desempenho tende a ter uma menor necessidade de reparos e avarias.
Torque (aperto adequado) dos Parafusos das Sapatas
O torque dos parafusos das sapatas do material rodante é um assunto importante a ser observado em sua oficina, de forma a manter a estabilidade e o desempenho de escavadeiras e tratores de esteira.

Para que as esteiras, Roletes, Sapatas, roda motriz e roda guia trabalhem corretamente, é fundamental que os parafusos das sapatas estejam devidamente apertados. O torque adequado evita o afrouxamento durante as operações, reduzindo o desgaste prematuro das peças e minimizando o risco de acidentes.
O aperto do torque dos parafusos das sapatas pode ser realizado com a corrente instalada no equipamento. No entanto, é importante ter alguns cuidados durante o processo para garantir a segurança e eficácia do aperto dos parafusos.
Ao apertar os parafusos das sapatas com a corrente instalada, verifique se a máquina está em uma posição estável e segura, de modo a evitar movimentos bruscos que possam comprometer o procedimento. Certifique-se também de que os sistemas de segurança estejam ativados para evitar acidentes.
Além disso, é recomendado seguir as orientações do manual do fabricante para o torque dos parafusos das sapatas. Algumas máquinas possuem dispositivos especiais que facilitam o acesso aos parafusos mesmo com a corrente montada, enquanto outras podem requerer a remoção parcial ou total da corrente para um acesso mais adequado.
Em caso de dúvidas ou para obter informações mais precisas sobre o procedimento de aperto das sapatas com a corrente instalada em um equipamento específico, é sempre recomendável consultar o manual do fabricante ou entrar em contato com um profissional especializado no assunto.
Antes de iniciar o procedimento, certifique-se de ter as ferramentas e equipamentos adequados. Você precisará de um torquímetro calibrado, manual do fabricante com especificações de torque, luvas de proteção e equipamentos de segurança.
A seguir, apresentamos as etapas para um correto torque dos parafusos das sapatas:
Prepare o local: Certifique-se de que a área de trabalho esteja limpa e livre de obstáculos. Coloque os equipamentos de segurança, como capacete e óculos de proteção.
Consulte o manual do fabricante: Verifique as especificações de torque recomendadas pelo fabricante para cada modelo de máquina e tipo de parafuso. Essas informações são cruciais para evitar apertos excessivos ou insuficientes.
Posicione-se adequadamente: Posicione-se em uma posição segura e estável, garantindo acesso aos parafusos das sapatas.
Aperte gradualmente: Utilize o torquímetro para apertar os parafusos das sapatas de forma gradual e em sequência, seguindo as indicações do manual do fabricante. Comece pelo parafuso central e siga para os parafusos adjacentes.
Verifique o torque: Utilize o torquímetro para verificar se o torque aplicado está de acordo com as especificações do fabricante. Realize essa verificação em cada parafuso apertado.
Faça inspeções regulares: Após o procedimento de torque, faça inspeções regulares no material rodante para identificar possíveis afrouxamentos ou danos nos parafusos das sapatas. Caso necessário, reaperte os parafusos seguindo as mesmas etapas descritas anteriormente.
Ao seguir corretamente o procedimento de torque dos parafusos das sapatas, você garante a estabilidade do material rodante e prolonga a vida útil de escavadeiras e tratores de esteira. Mantenha-se sempre atualizado com as especificações do fabricante e realize inspeções periódicas para assegurar um funcionamento seguro e eficiente.
Lembre-se: o torque adequado é essencial para o desempenho do seu equipamento pesado e a segurança da sua operação.
Correntes Secas e Lubrificadas
Primordialmente, conhecer a diferença entre corrente seca e lubrificada é fundamental para definir qual a melhor para o seu equipamento e tipo de operação.
Em qualquer consideração dos fatores de desgaste em um material rodante, o conjunto da corrente da esteira deve vir primeiro.
É a área de desgaste máximo e geralmente dita a manutenção do material rodante.
A princípio, as correntes podem ser categorizadas pela forma como os pinos e buchas são lubrificados ou não lubrificados.
Os pinos e buchas criam as articulações na corrente da esteira que permitem que os elos da corrente se movimentem em torno das engrenagens e polias da esteira.

A corrente seca, que é montada sem lubrificação entre o pino e a bucha, hoje não é muito utilizada, embora algumas máquinas muito grandes possam usar correntes secas se o volume de vendas não justifica o desenvolvimento de uma versão mais cara.
As correntes secas estão disponíveis no mercado de reposição e podem ser uma boa escolha quando o custo é primordial, bem como, ao fazer a manutenção de uma máquina antiga.
Em contraste com a corrente seca estão as correntes lubrificadas que são montadas com um lubrificante entre o pino e a bucha.
Entre os benefícios da corrente lubricada está a operação mais silenciosa, em comparação com as correntes secas.
Elo é a peça de metal em cada lado de um conjunto de corrente através do qual os pinos e buchas se encaixam. O elo também fornece a superfície à qual as sapatas da esteira são fixadas.
Os mesmos elos podem ser usados para a corrente seca ou lubrificada.
Bucha é cilindro de metal cobrindo o pino da trilha que fornece uma superfície de rotação entre os elos da corrente. Além disso, a bucha é a área de contato entre a corrente da esteira e a roda motriz.
O pino de articulação cilíndrico, conectado a um par de elos, gira dentro da bucha, permitindo que a corrente da esteira se movimente.
Os pinos são perfurados no centro, fornecendo um reservatório de lubrificante, que é direcionado para o pino interno através de uma pequena passagem de óleo.
Arruelas de metal côncavas encaixadas entre o rebaixo do elo e as extremidades da bucha que evitam impurezas.
Vedações de poliuretano que retêm o lubrificante entre o pino e a bucha e impedem a entrada de sujeira.
A vedação tem duas partes: o anel de vedação interno, que veda a extremidade da bucha e o anel de carga, que é comprimido dentro do rebaixo do elo para aplicar pressão contra a vedação interna.
As arruelas de pressão se ajustam firmemente dentro do diâmetro interno da vedação da esteira e fornecem estabilidade.
As ranhuras nas laterais da arruela fornecem aberturas para o lubrificante atingir a vedação.
O plugue final se encaixa dentro do orifício do pino e mantém o lubrificante no lugar.
As Sapatas são Placas de metal aparafusadas ao elo que fornecem ponto de contato entre o solo e a corrente da esteira que fornece a tração e flutuação.
O uso da corrente de esteira lubrificada reduz significativamente uma fonte primária de desgaste do material rodante, ou seja, entre o diâmetro externo do pino e o diâmetro interno da bucha.
Em todos os tipos de corrente, os pinos giram dentro das buchas conforme a corrente se move ao redor da roda dentada e dos roletes.
Quando uma máquina se desloca para a frente, o pino gira na bucha sob carga considerável, mais ou menos na posição de seis horas da roda dentada.
O pino é realinhado na parte superior da roda dentada, mas nessa posição a carga é mínima.
Em reverso, no entanto, o movimento relativo entre o pino e a bucha ocorre, sob carga, na parte inferior do rolete dianteiro, a um grau em que a corrente passa sobre o rolo transportador e, em seguida, na roda dentada na posição 12 horas.
Dentro de uma corrente seca, este movimento relativo entre o pino e a bucha eventualmente desgasta um lado do pino e a superfície do diâmetro interno correspondente da bucha.
A alteração resultante na geometria entre o pino e a bucha permite que a distância entre os centros dos pinos torna-se maior na medida em que o desgaste avança.
Essa alteração permite que a esteira se torne solta, ou seja, a parte da esteira no solo pode se mover para frente e para trás.
A alteração também faz com que as buchas não entrem mais em contato com os dentes da roda dentada no local correto, resultando em desgaste acelerado tanto do dente da roda dentada quanto do diâmetro externo da bucha.
A Solução a princípio, dada a forma como ocorre o desgaste em uma corrente seca, as peças podem ser giradas em 180 graus para trazer novas superfícies.
Sendo assim, substituir as rodas motrizes ao girar os pinos e buchas pode resultar em um sistema relativamente restaurado, supondo que outros componentes do material rodante não tenham se desgastado de forma anormal.
Embora o mesmo movimento relativo entre o pino e a bucha esteja ocorrendo nas correntes lubrificadas, o lubrificante interno minimiza o desgaste e, subsequentemente, elimina os efeitos prejudiciais da extensão do passo nos dentes da roda dentada e no diâmetro externo das buchas.
Na medida em que a roda motriz se desgasta, seu diâmetro se torna essencialmente menor, resultando em uma “incompatibilidade de passo”, embora a distância entre os centros dos pinos não tenha mudado.
A incompatibilidade de passo causa um movimento deslizante da bucha através do dente e, eventualmente, o desgaste externo da bucha.
Em correntes lubrificadas, pode haver falhas no momento em que o desgaste da bucha indica a incompatibilidade de passo e, como resultado, um grau de desgaste interno pode ter ocorrido.
No entanto, o lubrificante provavelmente retardou muito o desgaste interno e, com isso, minimizou o desgaste anormal na roda motriz e nas buchas.
Assim, a vida útil da roda motriz e da bucha estende-se consideravelmente.
Fatores de Desgaste do Material Rodante
Primordialmente, existem algumas dezenas fatores de desgaste que impactam a produtividade e vida útil do material rodante.
Corrente, elos, buchas, roletes e rodas motriz e guia podem sofrer desgaste de diferentes formas, porém temos quatro fatores principais que são controláveis e por isso podem ser evitados.
Manter as correntes muito esticadas podem desgastar as bucha de 50% a 75% mais rápido.
A sugestão é seguir o padrão proposto pelo fabricante no manual do equipamento.
Sapatas mais largas que o necessário para a flutuação da máquina diminui a vida útil do material rodante.
O ideal é operar com a sapata mais estreita possível para o tipo de terreno em que o equipamento operará, pois assim reduz o impacto sobre o conjunto rodante e seu desgaste precoce.
É necessário respeitar o peso máximo de operação do equipamento.
Exceder esse limite provoca não só o aumento do desgaste do material rodante, assim como o aumento no consumo de combustível, deterioração de outras partes da máquina e compromete a segurança do operador.
Treinar e conscientizar o operador de como proceder com o equipamento também ajuda na prevenção do desgaste do material rodante.
Deixar o equipamento patinar no solo impacta na força necessária para sua locomoção, reduzindo a vida útil do material rodante, bem como causando o desgaste desnecessário em outros componentes.
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